Quando o CTO da fintech expôs a demissão da minha irmã no canal público de toda a empresa, ele não sabia que eu era o engenheiro sênior que controlava a segurança dos servidores dele.
▶ Assista à versão narrada no YouTube A mensagem apareceu no Slack geral às dez horas e doze minutos de uma quarta-feira. Era uma notificação curta, escrita naquele tom corporativo e gelado que as pessoas usam para fingir que demissões em massa são apenas ajustes estatísticos. Dizia assim: "Informamos que Marina Lemos foi desligada de suas funções na data de hoje por quebra grave de conduta e desvio de fundos operacionais através de manipulação de código de produção." Eu estava em casa, trabalhando remotamente, com uma caneca de café pela metade na mão. Lembro que meus dedos esfriaram instantaneamente. Marina era minha irmã mais nova. Ela tinha vinte e seis anos e havia entrado na empresa há apenas dez meses como designer de interface júnior. Ela não sabia programar um banco de dados, não sabia configurar um servidor, não sabia sequer como funcionavam os sistemas de pagamento por trás da tela bonita do aplicativo que ela desenhava. E agora, diante de mais de cento e vinte f...